4 de out de 2013

And everything under the sun is in tune...

...but the sun is eclipsed 
by the moon.

Sol, pai, mãe e outras estrelas

Semana passada teve o lance dos raios ultravioleta UVA (e os outros do lado B) que estavam 20% mais fortes que no restante do ano. Só fiquei sabendo na véspera. Por sorte não fui atingido. Desde ano passado estou com umas manchas brancas ridículas nos braços que não aceito serem senis. A dermato sugeriu que voltasse no inverno pra fazer uma raspagem. Não fui. Aconselhou-me evitasse a soleira. Segundo ela, protetor solar é igual à escovação dental. Teve época em que se achava bobagem, mas um dia todos usaremos o tal creme no corpicho. Lembro aquela cena do Robocop em que aparece o comercial do protetor azul sunblock fator 5.000? No final tinha uma advertência de que o uso contínuo do produto causava câncer de pele. Se correr a luz pega. Se ficar, doença come. Santa Luzia que me perdoe.

Ah, mas essa agora do Sol... Imagina só. E disseram que isso acontece todos os anos. Como assim? Eu não fazia ideia. Você sabia? O Sol realmente nos é um mistério obscuro. Autocentrado, devemos admitir. Sofre de estrelismo, o pobre. De onde vem essa de chamar o Sol de astro rei? Estrelinha de quinta. Por que os artistas são chamados de astros? Se o Sol é uma estrela, aparece no céu de um planeta muito distante à noite? Mas e se esse, o tal planeta, não tiver seu próprio sol por perto, existe noite lá?

Quando eu era piá, o pai sempre falava de um filme que me parecia muito assustador em sua descrição, O incrível homem que derreteu. Contava de um astronauta que lá pelas tantas se perdia pelo espaço sideral, rumando em direção ao Sol. Nunca assisti.

Conforme o cientista da Universidade de Santa Maria que lançou luz sobre o fenômeno dessa semana, o problema é a camada de ozônio. Além de tapar o Sol com a peneira, aqui no Sul a danada da capa protetora perde metade do poder de resistência aos tais raios na primavera, geralmente em outubro.

Depois tem a penúltima cena de Noivo neurótico, noiva nervosa, que assisti anteontem, em que o amigo do personagem de Woody Allen veste o que parece uma roupa espacial para dirigir seu conversível em L.A. O astro do cabelinho cor de fogo pergunta se eles vão dirigir sobre plutônio ao que o coadjuvante responde que se mantenha fora dos raios alfa e assim não envelhecerá. Tô citando muito filme, né? Quer o quê? Letra de música? Here comes the sun? Psicodelia?


Certa vez a mãe e uma tia passaram um refrigerante preto no corpo e foram para o sol se bronzear. Não tente isso em casa. Quase derreteram. Choraram juntas as queimaduras. Na mesma época o pai colocava semente de urucum no pote de óleo Johnson. Ficava cor de telha. Se besuntava todo e lançava sua nave em direção ao sol. Mas não derretia. Isso foi nos anos 70. O sol era diferente naqueles tempos? O filme de Allen é 1977. Até hoje o pai não usa protetor solar, não curte Woody Allen and everything under the sun is in tune, but the sun is eclipsed by the moon.

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