15 de set de 2013

Toca Raul!!


Tava disposto a dar um desconto essa semana. Nada de temas polêmicos. Cobranças abusivas. Acréscimos trilegais. Mas a incompetência entrou na fila duas vezes para me tirar do sério literalmente. Sou o palhaço! Então serei taxativo. Detesto bancos! Agora é guerra! Ligarei pro 0800 a cobrar e se a conversa estiver sendo gravada falarei impropérios, dividendos e rentabilidades. Mandarei spam ao fale conosco. Escreverei desaforos na caixa de sugestões. Onde está o bispo? Dessa vez eu quero reclamar de barriga cheia.
Discutir o relacionamento com o banco na central de atendimentos, dando piti pra todo mundo ouvir. Quero estornar toda incomodação sofrida. Botar pra fora todo chá de banco. Devolver todas as senhas que nos mostram a língua nas maquininhas de fichas alfanuméricas. Quero desfazer todos os ziguezagues sobre linhas amarelas. Vou marcar atendimento preferencial pra minha rabugice. E não ir. Quero me trancar na porta giratória. Esvaziar a mochila na roda dos bens expostos, tirando pistola de bandeirinha escrito bang, cortador de unha enferrujado e escopeta do escambau. Quero tirar do carpim uma metralhadora daquelas de filme mexicano, com cinturão de balas dependurado. Tô revoltadaço e todo esse horror reprimido vou cobrar com juros. Juro.
Tenho conta em dois bancos. Um mais joinha que o outro. Ouro de tolos. Claro que não contarei quais. Nem adianta pedir. Vou dar uma dica. São públicos ou equiparados a qualquer coisa mista destas. Não vem ao caso. Também não espere que eu defenda instituições financeiras privadas, que são ainda piores. Estou farto dos bancos seja qual for a origem de seu capital. Saca só. Uma das contas que abri foi pra fazer financiamento de imóvel. De brinde veio a venda casada de um seguro de vida, com renovação automática. Abuso! Não aceite produto extra algum ao pedir financiamento, viu? Empréstimo não é favor. Pra liberar o dindim também exigiram que meu salário fosse depositado lá com eles. Como estava em situação de pedinte, fiquei com a boca escancarada cheia de dentes esperando a grana chegar. Sou o bocó dos banqueiros.
O cartão não funcionou mais. Solicitei novo e quando fui buscar disseram que estava pronto, que o sistema acusava estar na agência. Tudo bom, muito bom, bombom. Infelizmente, contudo, apenas não sabiam onde estava o cartão. Reclamei na ouvidoria e eles fazem bem seu trabalho. Ouviram. Depois me ligaram da agência e patati, patata. E ficamos por aí. Sou o Coringa na Feira da Fruta? O joker? Parece mentira, mas não tenho o cartão do banco em que recebo. Deposito todo mês na outra conta com cheques (atenção, o talão está no fim) e lá uso o cartão de crédito. Aliás, essa outra instituição já me deixou com a cartola na mão certa vez em uma viagem, mas vou poupar o leitor das lengalengas de bravata. Quer saber? Deixarei minhas chorumelas debaixo do colchão. Farei coisa nenhuma! Sou um brasileiro. Eu desisto sempre. O serviço bancário faliu no Brasil! Que mais posso dizer? Eu devia estar contente por chegar sozinho a esta conclusão usando apenas 10% de minha cabeça animal, mas confesso abestalhado que eu estou um tanto decepcionado. Toca Raul!





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