15 de mai de 2013

Paul McCartney out there


E o beatle falou “uai”. Conhecemos a campanha pela vinda de Paul a Belo Horizonte no show de Floripa do ano passado. A Luísa, uma das organizadoras do movimento estava lá, ao nosso lado, com uma grande faixa que pedia em inglês “Paul, vem falar uai”. Do palco ele sinalizou positivamente para ela. A pressãozinha básica seguiu na internet até rolar a merecida vez dos mineiros. 
E que showzaço foi, tchê! Ou melhor, “que trem bão, sô”! Aliás, a expressão foi mais uma das falas que o cantor disparou para a torcida no Mineirão em seu simpático português. Para quem madrugou na fila, a vibe era bem essa. Gente de todo o país. De muitos sotaques e expressões para a mesma linguagem. A de fãs da banda mais famosa do mundo. Lá conhecemos figuras bem bacanas, como um músico que toca rock clássico e cresceu ouvindo o pai ensaiar com a própria banda cover de Beatles.

  E esse é o maior sósia de Paul no Brasil. Já havia visto o
Diego em Floripa. Ele vai a todos os shows e faz o maior
sucesso na fila, sempre muito simpático,  embora
reservado. Claro, um verdadeiro Sir, Bom Moço!
A vida imita a arte. A nova turnê, out there, é bem parecida com a anterior. Só que não. Com algumas modificações no repertório e várias mudanças técnicas, o que parecia impossível aconteceu. O show ficou melhor! A começar pelo começo, com o vídeo que sobe nos telões por cerca de 15 minutos com cenas da trajetória do artista, agora em nova versão mais caprichada. Desde a infância passando por todas as fases de sua vida. A humildade de uma das maiores lendas vivas do rock também se anunciavam ali. Foram incluídas não apenas imagens dos demais integrantes do quarteto inglês, como de outros ídolos como Mick Jaeger, Jimi Hendrix e do primeiro empresário, Brian Epstein, demonstrando a amizade e a consciência de não ter chegado lá sozinho.

Uma das meninas que teve o corpinho assinado.
O setlist trouxe novas velhas faixas como Your mother should know e Being for the benefit of Mr. Kite!, dos Beatles. Rolou também Hi, hi, hi do tempo do Wings. Para o bis outra surpresa, Lovely Rita. Não faltaram as tradicionais homenagens a Lennon, George e Linda. Paul apresentou-se com muita energia durante duas horas e meia. Segurou legal, inclusive o vocal de Helter Skelter. Pulou muito e fez suas gracinhas para agradar o público. Luísa e suas amigas foram chamadas ao palco, onde receberam autógrafos pelo corpo e camisetas, além da gratidão do músico pela campanha-convite. Cumpriram sua missão. Tocaria ainda essa semana em Goiânia e Fortaleza. Mas o show de abertura da turnê em BH foi algo realmente memorável.
Esse ano, também levamos nossa faixa. Apenas duas palavras. Queríamos uma provocação que chamasse a atenção em meio a centenas de cartazes. Calma, nada do tipo Satolep, 2014. Como Paul McCartney é vegetariano de longa data e queríamos escrever algo mais que simplesmente love you, Bianca ergueu nossa cartolina amarela com um garrafal Be vegan! Não sei bem o que esperávamos. Que mais alguém visse nosso cartaz? Que o velho pensasse em nossa proposta? Com certeza não fomos os primeiros a convidá-lo a se tornar vegano. Talvez os primeiros em um show. O fato que no final de Hey Jude, após os na-na-nas, Paul fez o primeiro intervalo e pouco antes de deixar o palco interrompeu sua caminhada. Meio que sem saber se sinalizava positivo ou negativo, apenas nos abanou na primeira fila. Missão cumprida. Daqui ele segue em turnê para os States. The true is out there! Enquanto isso no Brasil, o povo segue tomando leite com formol!

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