22 de fev de 2013

Oscar 2013

É domingo agora o 85º Academy Awards, festa do cinema conhecida como Oscar. Comentar como, se não vi os filmes? Aqui em “Bolawood”, as películas chegam só nos carros. Nem no ex-camelódromo se acha um filme que preste. Cinema aqui ou fede ou virou estacionamento. Teatros (que já exibiram filmes) ou estão fechados ou viraram eternos formandos. Uma sala alternativa? Pra quê? O povo não gosta, né? Palmas ao professor Rubira e ao Coletivo Munaya que ainda realizam projetos de resistência nesse cenário trash.
Bueno, põe no mute que em filme dublado não entra mosca. Vou comentar do jeito que dá então, sem ter visto os indicados. Aliás, não é a primeira vez que deixei de assistir aos grandes blockbusters. Desde os anos 90 me dedico a essa arte. Brave heart, não tive coragem de ver na época. Imaginei que fosse de arrancar as tripas. E era. Levou cinco estatuetas. E o Titanic? Perdi nada. Baita canoa furada! De cara achei ridícula a trilha da Celine Dion. E, de coração, continuo achando. Historinha de amor é pra quebrar. E o tal Avatar, da mesma figurinha, James Cameron. Estou me puxando na infâmia dos trocadilhos, pois o tal Oscar é assim, repleto do humor norte-americano pra quem não entende inglês ver. Saudade do jovem Billy Crystal.
Ok. Teve dois dos indicados que vi esse ano. O 007 Skyfall, com a trilha da gordinha. Isso sim é que é música. O filme também me agradou, pontuando bem na categoria “nada melhor pra fazer num shopping da capital”. O outro foi o DJango. Que chegou lá em casa através de uma cópia para avaliação da imprensa que a cada tanto expunha na tela for your consideration. Embora a versão anterior, aquela que vende no súper, perto dos chicletes no caixa, seja melhor, a releitura do Tarantino merece de fato alguma consideração. Começa bem. Os primeiros minutos são fantásticos. A homenagem ao gênero spaguethi é divertida e os clichês estão na medida certa desde os créditos iniciais. Aí entra a gozadíssima cena do Klu Kux Klan. Os KKKs aparecem ao estilo Monty Python, quebrando o ritmo galeza que não será mais retomado na história.
Tirando as belas cenas dos tomates assassinados por baixo dos panos, sempre esperadas em fitas do Quentin, depois de umas quatro horas, lá pela metade, o filme vira um James West (e no mal sentido, tipo Will Smith) e querem saber mais? A maquiagem do "El Jackson" nem tá tão boa assim! Pronto falei! Que xaropice! Nos tempos do Pulp Ficction, o final seria bem diferente e não restaria castanha sobre castanha. A melhor cena é com o próprio diretor, mas se eu contar já vira spoiler. Quem mata a pau no filme, é o Christoph Waltz, nesse eu ponho minhas fichas para a categoria “melhor ator coadjuvante que rouba cena em filme de Tarantino”.
O negócio é que na era Obama, Hollywood resolveu trazer às telas a questão da escravidão negra, versando a história americana para o “politicamentecorretês”. O tal do Lincoln vai bem por aí também.
Well, mantendo a tradição das edições anteriores, vamos aos indicados para os filmes que nunca verei esse ano: Lincoln, As aventuras de Pi e A hora mais escura. Quem sabe eu veja o Amour e Les misérables, só pra estraçalhar o coração!
 
 

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