23 de dez de 2012

O mundo acabou!

Quê? Vai dizer que não sabia? Sim! O mundo já acabou. Fazendo o que aí? Navegando na maionese? Lendo bloguezinho e o resto que se exploda?  Pois é... já era. Palavra! Foi cedinho na sexta. Achou o quê? Que seria mais tarde? Rá-rá! Ninguém espera pontualidade nessas horas, né? Apocalipse é por aí. É coisa séria. Se é pra acabar com tudo que seja now! Tá consumado e ponto. Sobe as letras. Pediu a conta, tá na mesa! É débito ou crédito? Tem frescura não! É isso aí, pe-pessoal! My only friend... the end. Até os maias bailaram. OTim cantou a pedra, nobody can live forever.

O tal calendário tava certíssimo. Os caras só não levaram em conta o horário de verão e o lance dos fusos, tá ligado? Mas não tinham essa de sinais dos tempos. Escreveu a profecia, não leu, pau comeu.   Tô dizendo foi de manhã, horário de Brasília. Não sentiu o clímax? Tudo bem. É assim, às vezes a gente nem nota. Com o tempo vamos acostumando com esses finais de mundo bissextos. Foi tudo muito rápido. Abrir e fechar de olhos. Exatamente como nas últimas vezes em que o mundão de meu Deus terminou. Diluviozinho daqui. Vesúvio dali. Skylab acolá e sempre achamos que será alarme falso. Que nada. Termina mesmo. Aí depois vem o sol. O arco-íris. O gorjear dos passarinhos. O lírio dos campos. Olhai. Ganhamos um tempinho. É dê-erre com o destino.
Me dei conta que funcionava assim numa palestra a que assisti em Porto Alegre, acho que no início dos 90, com o Lutzenberger, pioneiro aquele da ecologia. E lembro bem de algo que disse. Que em matéria de fé, poderíamos acreditar no que quiséssemos sem que fosse permitido ou razoável apontar qualquer coisa em  contrário. Que se quiséssemos crer numa religião que pregasse que o mundo foi criado há um minuto e que todos fomos gerados já com a memória de nossas vidas e até mesmo toda a história na cabeça, para além daquele minuto inaugural, ninguém poderia questionar. E fé não se discute. Não é futebol.
Pois agora pego a contramão do criador. Em imagem e semelhança fomos destruídos, amém. Repetimos tanto, mas tanto, que o livrai-nos do mal foi atendido. E o último a sair pague a conta de luz.
Sábado é sétimo dia de novo. Descansaremos de nossas obras. E quem nunca errou a primeira pedrada, que jogue a segunda e a terceira pedra. O mundinho velho precisava acabar pra ficar menos feio. Zero bala.  Tava russa a coisa, gente. Atirar em crianças em escola? Onde já se viu isso? Perdeu a graça. Chega do american way of death. Abrir fogo em cinema? E logo em filme do Batman? Nem o Coringa é tão mau. Realmente implorávamos por um novo fim. É control-alt-del na tela azul. Chega!
Nem foi tão ruim. Tipo as outras vezes. Aceitamos como se nada tivesse acontecido. É assim desde que mundo é mundo. Desde que a sandália do pescador foi ao traseiro de Adão e Eva. Cometa no dinossauro dos outros é refresco. Foi igual depois de Sodoma e Nagazaki. Já vimos esse filme quando mataram Cristo e Che. Luther King, Kennedys e Lennon. O mundo girou ao contrário por Lois. O problema é que a cada vez que acaba, ficamos um pouco mais tristes. 

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