13 de jul de 2012

Semana-dia: Rock


13 de julho. Dia mundial do rock. Ou seria a semana do rock? Ou a noite do rock em Pelotas? É tudo isso ao mesmo tempo! Nesta mesma data, em 1954, um caminhoneiro do Mississipi gravava That´s all right mama,  lançando o que se convencionou como a pedra fundamental da música que rolaria de um século para outro, balançando a gurizada. Naquele tempo nada de pirotecnias. Elvis era acompanhado por Scotty Moore - bateria, DJ. Fontana - guitarra (ambos vivos) e Bill Black (finado em 65) no baixo de pau. O precioso rabecão, aliás, está com Paul Mccartney.  
  
Mas o show era só dele. Com uma batida oriunda da música negra e disposto a dar umas reboladas, era o branco na hora certa pra vender o novo sucesso musical ao sonho americano. Aliava-se ali o corpo à música. A pelvis. A mulherada delirava. Na década seguinte o visual cabelo de penico do quarteto de Liverpool também levou o mulherio à histeria. Era a adolescência do gênero musical.   

A cada geração, porém, o rock crescia. Reviam-se conceitos o tempo todo. Como ir além, depois daquilo tudo? Aí entram os Stones, colocando uma sensualidade andrógina na performance. O que respingaria em outros tantos como Bowie, Plant, Cooper e o bizarro Marylin Manson. Se bem que, esse último não dá pra encarar, né?! Alguns foram até a aniquilação do próprio corpo, como o trio JJJ -  Jim, Jimi e Janis. Alguém fique pra contar a história. 

Conforme amplamente noticiado, os Stones completaram nesta quinta-feira (12) 50 anos de existência. E para o próximo ano é prometida nova turnê. Tá aí um showzaço dos vivos que gostaria de ver. Um parêntese aqui, em outubro o Elvis toca virtualmente no Brasil, no telão, junto com integrantes em carbono e osso, da TCB, ótima banda dele, da fase gordo. Fecha parêntese.

Mas o rock não morreu. É longevo. Os caras dos Stones viraram coroas. Dinossauros. Os velhos estão desmanchando e não se rendem. E ao contrário dos Beatles que optaram pela carreira solo na fase pós-Yoko, eles nunca romperam. Se pá, já era! Ligaram-se na necessidade de manter a marca para evitar o fim. Da formação original permanecem o bocudo Jagger, Keith Richards, a velha, e Charlie Watts, o batera de cera. Avacalho, mas curto, claro! Ron Wood entrou depois. Está na guitarra desde 1974. E o som continua do caramba! Desde ontem circula foto com os quatro reunidos em frente ao lendário Marquee Club, em Londres, onde realizaram a primeira apresentação da banda, em 1962. Vide o site dos loucos.

Aqui no Brasil discute-se ainda qual foi o marco fundador do gênero musical, havendo duas gravações de 1957. Rock and Roll em Copacabana, de Miguel Gustavo, autor da famosa marchinha Pra Frente, Brasil, gravada por Cauby Peixoto, (que há pouco cometeu o Caubeatles, aff!) e Brasil Rock, gravado por Carolina Cardoso de Menezes dois meses depois, sem que se saiba qual foi composta primeiro. Tais artistas não seguiram suas carreiras no estilo, cabendo ao Rauzito o título de rei do rock nacional. Em terra de rock papai-mamãe, a la Cely e Tony Campello (adorei a expressão usada pelo próprio Raul em entrevista de 86), quem tinha mosca na sopa era subversivo.

Publicado dia-hoje no

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