Este ano teremos três sextas-feiras 13. Sabia que existe até nome para o temor à referida data? Parascavedecatriafobia. A maioria gosta. Adora uma superstição. Cultua o medo. Talvez por isso os adolescentes curtem tanto filmes de horror. Não se sabe ao certo quando e porque começou a fama do dia de azar. Especula-se que suas origens reportem até o gênesis. Logo depois da Criação, reza a bíblia, o Todo-Poderoso descansou no sábado, o que nos faz pensar que a véspera não foi muito fácil. Já na sexta seguinte, faça as contas, foi o primeiro décimo terceiro dia. Não podia dar boa coisa. Adão não tinha o que fazer. Eva também não. Baita tédio no Éden.
Sem redes sociais ou shoppings. Consegue imaginar? Programação de final de semana só com Animal Planet ou música gospel dos anjos. O resto da narrativa você conhece bem. Pomo de Adão. Folha de parreira. Freud, totem e tabu. O senhor e senhora sem umbigos devem ter considerado um tremendo azar darem papo pra serpente, que além de fofoqueira era trapaceira. Acabaram despejados do Paraíso.
Sem redes sociais ou shoppings. Consegue imaginar? Programação de final de semana só com Animal Planet ou música gospel dos anjos. O resto da narrativa você conhece bem. Pomo de Adão. Folha de parreira. Freud, totem e tabu. O senhor e senhora sem umbigos devem ter considerado um tremendo azar darem papo pra serpente, que além de fofoqueira era trapaceira. Acabaram despejados do Paraíso.O novo testamento também serve de base para a tese do dia agourento. Sabe a Última Ceia? Visualiza aí o quadro do Da Vinci. Jesus rangueando com os discípulos. Quantos havia ma mesa? Treze. Dentre eles o trapaceiro Judas. Resultado, um Cristo morto e transpassado por uma lança numa sexta-feira. As fontes do dia macabro, contudo, não se restringem à cultura judaico-cristã.
Sexta-feira em inglês, Friday, deriva de Frigga, deusa do amor, esposa de Odin na mitologia nórdica. Tá ligado que em espanhol, o sexto dia da semana é Viernes? Sim, também em homenagem à deusa em sua variação mais conhecida nossa, a Vênus romana. Conforme o mito pagão, Frigga era mãe de Balder, divindade que profetizava a própria morte. A deusa então o protegera, conclamando a tudo e a todos para que nada o ferisse. Foi aí que Loki, o deus trapaceiro, disfarçou-se de mulher e foi tentar Frigga, que inocentemente contou a vulnerabilidade do filho. Somente o visgo de uma determinada planta o faria sucumbir. O resultado foi uma lança embebida no tal sumo, transpassando-lhe o peito durante um banquete servido a doze deuses, além do próprio Loki. Somava-se novamente treze presentes numa ceia, sendo um filho de deus sacrificado.
Para que Balder ressuscitasse, todo olho deveria derramar-lhe ao menos uma lágrima. Mas Loki, representante do mal, negou-se a participar do pranto coletivo. Passaram assim a aguardar seu retorno, que após uma catástrofe apocalíptica governaria um mundo admiravelmente novo. As coincidências ajudaram na aceitação do cristianismo pelas tribos nórdicas. Frigga, segundo a crença, seria banida para uma montanha como bruxa, de onde, toda sexta-feira, amaldiçoaria os humanos, reunida com outras onze feiticeiras mais o Capeta. Fez a conta? Quantos mesmo? Pois é. Que medo!

1 Pitacos:
13, pois é. Olhando assim para o número, temos ideias positivas, apesar dos pesares...
:P
Um bj professor e bjs para a Bianca.
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