16 de abr de 2009

Tudo que é pó desmancha no ar

Finalmente percebi porque o talco caiu em desuso: os perfumes são péssimos. Fazendo incursão olfativa no supermercado não encontrei essências modernas. Dos tradicionais Johnson para bebê à Alfazema para os maiores, pouco se avançou. O artigo de toucador parou no tempo porque suas fragrâncias cheiram a vô e vó sentadinhos no ônibus indo ao médico. Já viu comercial do produto? A pergunta se estende aos últimos 20 anos. E jovem usando talco? Piercing no umbigo, elástico de griffe pra fora das calças e a nuca branca do pó? Não tem.
Que tal se houvesse odores agressivos, sedutores, sexys? Algo tipo “Speedy”, “Chocolate com pimenta”, “Hot pownder”.
O talco cheira a talco e o problema é esse: o cheiro. Não é nada contra a forma, o pó, pois temos hoje em dia até desodorante aerosol que é seco.
Até arriscaria defender o uso do talco. Ontem fui ao barbeiro e apesar de não ouvir reclamações dos meus vizinhos de cadeira, nem se negocia a farinhada lançada no pescoço. E sabe de uma coisa? É bom! Alivia a pele raspada. Ajuda a soltar os toquinhos de cabelo.
A única coisa que ainda não cheira bem no uso do talco, é o cheiro, pois depois da visita ao barbeiro temos que correr pra chuveirada em casa pra tirar do cangote os ares de outrora e com muita sorte não encontramos nossos avós que ponderariam: que cheirinho bom, meu filho, que perfume é esse? Alma de Flores?

2 comentários:

Priscila B. disse...

boa ideia a dos talcos terem outros aromas; )
Ah, onde achou meu blog, Márcio?

Márcio Ezequiel disse...

Oi, Priscila. Farejou um coméstico aqui, é? Te achei seguida pelo twitter do Prof. Moreno. E lá achei o blog. Tá no RJ? Abraço!