29 de abr de 2009

1º de Maio: Comemoração ou Protesto?

O 1° de Maio é o Dia do Trabalhador. Feriado, que bom. A data marca a celebração e manifestação em várias partes do mundo. Historicamente é dia de defesa por melhores condições de trabalho. Mas afinal é dia de comemoração ou protesto? Os dois, o leitor dirá. Mas a postura adotada, aqui ou acolá não é fruto de acaso. Se os EUA importaram a Revolução Industrial da metrópole inglesa, de brinde ganharam o trabalho assalariado pago por jornada e a insatisfação dos operários americanos. Não tardou chegar também a consciência de classe e as greves. Em manifesto por uma jornada de 8 horas diárias, um incidente em Chicago em 1886, acabou em confronto e algumas mortes. Bem antes da guerra fria, na Segunda Internacional Socialista em Paris (1889), deliberou-se que o 1° de Maio seria o Dia do Trabalhador, em homenagem ao caso norte-americano. Em 1891, outro infortúnio. Foi a vez da França. Um protesto acabou com mais de dez mortes ratificando o dia internacional de lutas laborais. Nessa época o Brasil ainda respirava ares de trabalho escravo, com a tinta fresca no papel da abolição. Ainda na Primeira República, tiveram início diversas agremiações e organizações de operários fabris, cujas reivindicações marcaram as greves de 1917. Mais tarde com o trabalhismo da Era Vargas o enfoque mudaria para celebração. Desde então desfiles e concentrações destacavam o trabalhador e o aumento anual do salário mínimo. Atualmente no país há uma mescla das duas orientações: manifestações e festas populares ocorrem comandadas pela CUT e outras organizações sindicais. Apesar de reduzir a jornada de trabalho de 16 para 8 horas ainda em 1890, os Estados Unidos até hoje não comemoram o Dia do Trabalhador em 1° de Maio. Seu Labor Day funciona na primeira segunda-feira de setembro, desde 1887, no intuito de dissociar a celebração das manifestações radicais de esquerda.

"Trabalhadores do Brasil, um brinde a todos!!!"

Nenhum comentário: